sábado, 28 de julho de 2012

Galeria de 80 telhados e coberturas - a personalidade da casa


Na novela Gabriela, a cena em que protagonista sobe no telhado é a mais famosa. Nesta reportagem, o personagem principal é o próprio telhado - ele define o estilo da casa

A estrutura desse telhado é um mix de tesouras de aço (um tipo de estrutura em formato de V) e caibros de madeira (Angelim Vermelho). Desenvolvido com a função de um "chapéu" com longas abas, proporciona uma grande sombra e permite que se caminhe ao seu redor mesmo durante as chuvas leves. Feixes de quatro pilares de madeira suportam a estrutura do telhado a partir do térreo até o pavimento superior. Os forros em madeira foram colocados sobre os caibros do telhado revelando sua estrutura para o interior do ambiente e captando a luz natural para o interior das suítes. Créditos: Reginaldo Abreu. 

O telhado é composto por oito águas (superfícies que compõem o telhado) e não foi necessário uma estrutura especial. Com montagem simples e rápida, foram usadas terças - um tipo de madeira usado para apoiar caibros - de 6 x 12 cm, de 5 x 6 cm e ripas de 5 x 2 cm. Na parte de circulação dos ambientes íntimos há uma abertura zenital (abertura localizada na cobertura da edificação, fechada com vidro que possibilita a entrada de luz natural), que trouxe luz natural ao ambiente. As telhas são da Beltelhas, fabricadas com concreto natural adicionado de impermeabilizantes e pigmentada na cor cinza pérola. Créditos para Leila Bonjardim Santos.

A cobertura em tom suave, o jogo de telhados e a combinação de alvenaria e madeira roliça conferem a esta casa de fim de semana um ar sólido, mas ao mesmo tempo delicado. A residência fica numa parte plana do terreno, com espaço para uma ampla área de lazer, que abriga a piscina de traçado sinuoso e borda infinita. As telhas são de concreto, em tom marfim-palha. Projeto de Flávia Ralston.

As chapas da cobertura AeroTeto Premium White podem ser fechadas ou abrir a 90°, permitindo isolar o ambiente em caso de chuva ou permitir que a luz do sol entre. Feito de alumínio, o produto da Zetaflex recebe pintura eletrostática branca, que reflete os raios solares, melhorando o conforto térmico.

A estrutura do telhado faz uso das tesouras metálicas do galpão original. Telhas de fibras vegetais com isolamento térmico e beiral compõem a cobertura. Internamente, elas são pintadas de branco para ajudar na reflexão da luz natural. O quaro de Carlos fica no bloco da direita. Ele é feito de tijolos novos e tem apenas uma porta de pínus sem veneziana (para não deixar o frio entrar).

O telhado metálico, comum nos celeiros sul-africanos, reverencia a arquitetura local. As esquadrias vermelhas são de okoumé, madeira regional de manejo sustentável

Telhas termoacústicas top steel, que refletem até 75% dos raios solares e absorvem até 85% do som de chuva ou granizo. O segredo da eficiência está nos materiais que compõem o produto: alumínio com laca protetora e asfalto modificado com agregados minerais. O produto e da Brasilit.

A estrutura de cumaru se apresenta logo na entrada da casa. Já o telhado emprega taubilha (JB Madeiras), telha feita com sobras de madeira, recurso tradicional da região. Nas laterais da porta pivotante, o jardim tropical elaborado por Alex Sá faz as vezes de anfitrião. Os diferentes tons de verde nos arbustos de pleomele e guaimbê ganham cor com as floradas das alpínias.

O telhado exibe taubilhas de madeira aderno, garimpadas em construções demolidas e encaixadas com esmero. “Tentamos ao máximo respeitar a essência do lugar. As ferragens das portas também foram trazidas de Tiradentes.

As duas águas do telhado têm calhas de cobre independentes.

Telhado define estilo desta casa de praia.

O projeto dessa casa investiu na troca do piso existente por placas cimentadas brancas (Solarium) e na abertura de claraboias na entrada e junto da cozinha para conquistar mais luz natural.

Como o telhado foi retirado, a laje de cobertura transformou-se no almejado solário, com direito a espreguiçadeiras com rodízios, que podem ser carregadas para acompanhar o movimento do Sol ao longo do dia. Nesta área toda, um só piso: deck de cumaru frisado (Ouro Velho).

As telhas são de barro. Nas paredes, massa grossa e tinta acrílica.

A armação leve de madeira, as telhas de metal e o uso do vidro conferem um ar de leveza ao refúgio de 147m², que se volta para o mar. Para escapar da umidade, ele não fica assentado no solo nem mesmo na parte dos fundos. A área do deque é contígua à sala de estar e de jantar e serve como espaço de convivência. Projeto de Lilian e Renato Dal Pian.

Reta e sem telhados, esta casa minimalista de 664m² é toda branca, revestida de textura feita na obra. O propósito das esquadrias de alumínio e das grandes cortinas de vidro laminado é, ao mesmo tempo, permitir a entrada de luz natural e fazer com que se veja a mata nativa de araucárias que cerca o terreno. Colunas de concreto conferem à sala um pé-direito de 6 m. Ao se abrirem as portas, toda a área vira uma varanda, aproximando a piscina. Projeto de Fernando Iglesias.

Sem telhado, em formato de caixote, este loft de 326 m² em Bauru, no interior paulista, tem como referência os galpões nova-iorquinos que foram transformados em moradias na década de 1960. Os tijolos e as colunas de concreto são aparentes. Na frente, o portão de ferro foi envelhecido e enferrujado artificialmente. A cobertura da garagem é de telhas metálicas, que fazem uma curva e ficam apoiadas por delicadas tesouras com pintura eletrostática branca. Projeto de Alexandra Alcântara Teixeira.

Nesta casa, valeu o gosto do proprietário pela telha asfáltica shingle, na cor cinza. Para racionalizar a obra e dar leveza ao visual, o arquiteto traçou duas águas a 46%. Ele afirma que a cobertura inclinada deixa mais espaço interno e ajuda a renovar o ar. O pé-direito duplo da área social surgiu exatamente para isso. Aberturas nesse ponto da casa permitem que o ar quente escape. Outra dica sobre o material: sobrepostas e fixadas sobre base de madeira, essas telhas não saem do lugar, o que é importante num local de chuvas fortes. Projeto de Guilherme Mattos, obra da construtora Nova Arquitetura.

A cobertura desenhada pelo arquiteto é uma atração a qualquer hora. Telhas metálicas pré-pintadas com isolamento termoacústico (Metalúrgica Barra do Paraí) são sustentadas por uma estrutura do mesmo material (Gradebrás), solta da edificação e apoiada em pilaretes metálicos de 50 cm de altura. Isso cria um colchão de ar que areja o interior.

Uma das novidades da Brasilit é a telha de aço com gravilha – um tipo de cascalho. Ela possui um visual diferente, com aparência granulada. Disponível em diversas cores e texturas.

A telha plana é um lançamento da Brasilit. Ela possui base asfáltica recoberta de gravilha, o que dá um toque rústico. Uma de suas vantagens é a facilidade da montagem.

Sobre o deck que substitui o telhado desta casa em São Paulo, o arquiteto paulista Francisco Barros ergueu duas paredes de tijolos de demolição (Construvelho) com proteção de silicone – uma para abrigar a área da churrasqueira e outra para aplacar o vento. Uma cobertura de concreto resguarda o local de 30 m². “O toldo retrátil manual (Stobag) barra o sol sem restringir o uso do terraço. Pia de granito (Pedras Passinho) com frontão de pastilhas cerâmicas (Jatobá), churrasqueira Serv-Lar Lareiras, cadeiras Tok & Stok e luminárias Ella Iluminação.

Na fachada dos fundos, as águas do telhado e o redesenho das esquadrias revelam uma proporção confortável aos olhos. 

O sobrado projetado pela arquiteta Anna Longhi tem telhas capa e canal mescladas e paredes com pintura manchada. Embora as escolhas tragam algo das construções coloniais, a casa é contemporânea, de linhas limpas.

Caiação chique: paredes caiadas, com pigmento Pó Xadrez, da Bayer, e telhas caipiras recuperadas de uma casa colonial, deram a este recanto em Ubatuba, litoral paulista, o ar rústico que o proprietário queria.

Moderna sim, branca jamais: uma casa moderna, sem telhados, mas ao invés do óbvio branco para um projeto como este, o arquiteto Ricardo Miura coloriu os volumes com textura terracota Terracor Originale.

Sobre a casa, em vez de um telhado convencional, há um terraço ajardinado. Além de integrá-la à paisagem local, “a cobertura traz conforto térmico e é uma opção de lazer para a família”, diz a arquiteta Patrícia Fendt.

O telhado de um único plano se eleva e induz à vista do mar. Nada de usar a tradicional solução com duas águas, que deixaria um beiral baixo na frente da casa e roubaria parte da paisagem.

O telhado foi coberto com torta de barro – mistura de argila e pedras, adequada a locais onde chove pouquíssimo.

Painéis envidraçados, telhado escondido e uma piscina que avança sobre o penhasco marcam o visual deste projeto. Uma surpresa: em vez de alvenaria, as paredes foram feitas com blocos de concreto celular, material mais leve e rápido de trabalhar. Depois, foram pintadas de branco. Projeto de Luiz Carlos Almeida.

Reta e sem telhados, como uma escultura leve e transparente, esta casa minimalista é toda branca, revestida de textura feita na obra. O propósito das esquadrias de alumínio e das grandes cortinas de vidro laminado é, ao mesmo tempo, permitir a entrada de luz natural e fazer com que se veja a mata nativa de araucárias que cerca o terreno. Projeto de Fernando Iglesias.

Da Sytaic, o Sistema Solar elimina a necessidade das telhas. Basta colocá-los sobre a estrutura. Por ter uma área maior de captação, ele tende a gerar mais energia.

Da Sytaic, o Sistema Solar elimina a necessidade das telhas. Basta colocá-los sobre a estrutura. Por ter uma área maior de captação, ele tende a gerar mais energia.

Telhado: leva chapas termoacústicas de zincalume recheadas com poliuretano expandido (Eucatex). Embora tenham preço equivalente ao das telhas de barro, dispensam a estrutura completa que sustenta um telhado convencional (vigas, forros e tesouras de madeira). O que vence os vãos entre as terças são as próprias telhas. Essas peças exigem menos manutenção que as de barro, especialmente numa região úmida.

Este telhado é feito telhas coloniais da Cerâmica Leme.

O leve telhado de resinas vegetais (Onduline) contribui para aliviar esta fundação, formada por sapatas corridas embaixo das paredes. Os poucos pilares de eucalipto autoclavado (tratamento químico que fecha a camada externa da madeira) compõem a estrutura só na parte da varanda (eucalipto Preservam).  

Cobertos por peças de barro, os telhados dos três blocos marcam a fachada nos fundos do lote irregular de 3 600 m² e praticamente se aliam ao cenário de verde sem fim. Em meio à estrutura de concreto, paredes de alvenaria ganharam tinta em tom avermelhado para dar vida à construção. Um diferencial no projeto, a lavanderia foi desenhada na mesma ala das suítes. “Como a maior parte das roupas para lavar vem dos quartos, imaginei que essa distribuição deixaria tudo mais funcional.

As telhas claras de cerâmica refletem a luz e o calor e deixam a casa fresquinha. Toras de eucalipto roliço com 50 cm de diâmetro servem de pilares, dando a sensação de que o telhado é ainda maior.

Esta casa, dividida em diversos níveis devido à inclinação do terreno, apresenta dois largos telhados, cobertos com telha de concreto, acompanhando o caimento do lote.

Na morada de 103 m², o telhado, a fachada colorida e o pátio de pedra rústica refletem o desejo dos proprietários de trazer um pedaço das vilas italianas para o interior do Paraná. 

A cobertura com 15% de inclinação, sobre uma estrutura metálica, ressaltou as linhas contemporâneas da fachada e também permitiu a presença de grandes vãos no interior desta casa em Itu, SP. As telhas Master, modelo shingle (IKO, instaladas pela Adonai Telhas), dialogam com a pedra-madeira.

A cobertura singela de duas águas caracteriza a arquitetura caiçara. As telhas de demolição vieram de casas da região.

Apesar da marcante cobertura arredondada de aço, o vidro é a estrela principal desta casa de 152 m². Um detalhe interessante do forro: ele combina ripas de diversas espécies de madeira, uma solução que, além de render uma bela textura, revelou-se econômica.

As formas dinâmicas – vários planos, cobertura curva – e as cores contrastantes não foram escolhas casuais. Dotada de um mezanino, a construção de 99 m² se espalha pela vertical. O forte amarelo realça com o tom roxo definido para a laje da entrada e a cobertura.

A cobertura de garapeira não toca a alvenaria, e sim uma estrutura de madeira fechada com vidro laminado. Nas paredes, a textura feita na obra revela a adição de pedriscos no reboco, alisado com desempenadeira. A magnólia forma uma escultura junto à porta.

Veja a demais fotos e modelos de telhado no site: 




2 comentários:

  1. Por favor, gostaria de saber de quem é o projeto dessa casa que não aparece http://imgms.casa.abril.com.br/1/fabranca06-25.jpg, é muito linda, estou para construir uma casa e adorei, queria saber mais detalhes sobre essa casa, como metragem, terreno. grata
    Rosangela

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